these five words i swear to you

#8: Onde brilham os olhos seus

Nunca ouvi nada de Nara Leão. Quando eu era mais nova não via muita graça em Pato Fu, mas sempre achei a voz da Fernanda Takai linda. Esse ano ouvi pela primeira vez um álbum deles inteiro, nunca é tarde. Há pouco tempo lendo uma Rolling Stone eu vi que a Fernanda Takai iria gravar um álbum em homenagem à Nara Leão, de quem eu não conhecia nada. Fiquei curiosa. Ele é curtinho e uma delícia. Músicas que poderiam tender à tristeza, mas a Bossa Nova costuma ter alguma coisa de tristeza misturada com alegria. Um exemplo disso é a faixa "Odeon". Nara Leão era intérprete, não compositora, então, vocês vão encontrar Roberto e Erasmo Carlos, Tom Jobim, Chico Buarque e outros ainda. Tudo isso com a delicadeza fluida da voz da Fernanda Takai, que segundo o produtor do álbum, Nelson Mota, "[...] é a Nara Leão do pop rock. [...] discreta e original, cool e elegante. Uma garota tão moderna, tímida e talentosa quanto Nara em 1959".


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Maritime - We, the Vehicles

Davey von Bohlen é outro cara muito foda. Ele tocou no Cap´n Jazz, saiu pra criar o The Promise Ring, que virou lenda rapidinho, lançou muita coisa boa e é uma das minhas bandas favoritas. Acabou com o Promise Ring e fez o Vermont que durou pouquinho, só dois discos e nem é tudo isso. E é um puta cara sagaz, quase morreu umas vezes aí, acidente de carro, tumor no cerebro, desmaiou no palco, sofreu umas cirurgias. E escreve, canta e toca bem pra caralho! Agora ele tá tocando o Maritime, 2 discos lançados, um EP e um disco pra sair em outubro. Hoje eu tô mandando o segundo disco dos caras, We, the Vehicles que saiu ano passado a na minha opinião é o disco mais foda deles.
Muita coisa boa que ele fazia no Promise Ring dá pra ouvir no Maritime, e como de costume, letras ótimas.
Baixa que vale a pena rapá!


Maritime - We, the Vehicles (2006)
1. Calm
2. Tearing Up The Oxygen
3. People, The Vehicles
4. Parade Of Punk Rock T-Shirts
5. We Don't Think, We Know
6. No One Will Remember You Tonight
7. Young Alumni
8. Don't Say You Don't
9. German Engineering
10. Twins
11. Protein And Poison

baixe o disco aqui ó ===> http://rapidshare.com/files/57772290/maritime_we_the_vehicles.zip.html

Desaparecidos

Tem outro cara aí que se chama Conor Oberst, de uma cidadezinha que chama Omaha, no estado de Nebraska nos EUA. Em 1994 ele era só um muleque de 14 anos que tinha vontade de tocar e gravar coisas, e ele juntou essa vontade de gravar com um incentivinho financeiro dos pais dele e então o rapaz criou a Saddle Creek Records pra lançar sua primeira banda, o Commander Venus. Nessa que algumas pessoas começaram a notar que o cara era um menino-gênio. Depois veio o Park Avenue e logo em seguida o maior e mais famoso projeto do cara, o hoje gigante coletivo Bright Eyes. Mas nesse post não é pra falar do Bright Eyes, mas de um disco que ele lançou com uma outra banda, o Desaparecidos.

Terminada a primeira parte histórica, aí vem a segunda: em 2001 o mundo estarrecido com o 11 de setembro (Gerard Way decidiu criar o My Chemical Romance dia 12 de setembro, sir Paul McCartney cantou pro mundo, Bush inventou o "eixo do mal", Michal Moore achou mais motivos pra fazer filmes, entre outras manifestações de origens diversas) e o sentimento de patriotismo, vitimicidade e vingança pairava pelos lares, na televisão, no rádio na América. Já fazia um ano que Fevers and Mirrors (primeiro disco cheio de estúdio do Bright Eyes) tinha sido lançado e o nome Bright Eyes (e do próprio Conor) já estava bem sólido no meio alternativo americano, então Oberst viu nisso uma chance de falar de uma forma muito diferente do que ele estava acostumado e criou o Desaparecidos.

O nome Desaparecidos é uma homenagem aos presos políticos na Argentina durante os anos da ditadura de Jorge Rafael Videla e reflete perfeitamente a orientação das letras da banda, a política. Mas política vista pelos olhos de um cara que cresceu no meio nada, numa cidade longe de tudo onde a única diversão acessível era fazer músicas, vendo assim fica fácil entender a peculiaridade de certos temas. No grosso é punk rock muito bem escrito e executado.
Tendo no line-up um time de pessoas do cast da Saddle Creek, o Desaparecidos lançou um só disco , Read Music/Speak Spanish , fez uma tour e acabou quando a banda parecia que ia ficar maior que o próprio Bright Eyes, já que em 2002 saiu Lifted or The Story Is in the Soil, Keep Your Ear to the Ground, disco que colocou o Bright Eyes um patamar acima.


Read Music/Speak Spanish 2002

1. Man and Wife, The Former (Financial Planning)
2. Mañana
3. Greater Omaha
4. Man and Wife, The Latter (Damaged Goods)
5. Mall of America
6. The Happiest Place on Earth
7. Survival of the Fittest/It's a Jungle Out There
8. $$$$
9. Hole in One

baixe esse disco aqui ó amigo :
http://www.4shared.com/file/23848802/1e4da343/desaparecidos_read_music_speak_spanish.html

Walking Concert

Tem um cara aí que chama Walter Schreifels, nos anos 80 ele tocava numa banda que chamava Gorilla Biscuits, tocou baixo um tempo no Youth of Today e no Project X, e pra quem não sabe o Gorilla Biscuits é um dos pilares do hardcore old school, e o segundo disco Start Today é considerado por muitos (muitos mesmo) o melhor disco de hardcore já lançado na história do universo. Mas no começo dos anos 90 ele pirou e desencanou do hardcore e se enfiou num negócio diferente, mas ainda agressivo e rápido, e criou o Quicksand, lançou dois discos bem legais (o Manic Compression de 95 é muito foda) e alguns EPs. Mas novamente ele cansou da parada e no começo do século novo ele fez o Rival Schools, com uma orientação bem diferente das bandas anteriores. O Rival Schools só lançou um disco e um split, teve uma visibilidade na MTV UK e quando estava prestes a lançar o segundo disco Walter terminou com a banda. Em 2004 sentindo falta de tocar ele criou o Walking Concert, léguas de distância de qualquer coisa que ele tinha lançado antes. Se enfiou num estúdio e gravou tudo (menos o baixo) sozinho, e o resultado é esse disco aí, RUN TO BE BORN, que eu to disponibilizando aí. Mas pra manter a tradição o cara fez uma tour e acabou com a banda. Em 2005 o CBGB´s estava passando por todo aquele processo de despropriação e os membros do Gorilla Biscuits decidiram voltar fizeram pra fazer um benefit a favor da casa, e no verão de 2006 eles voltaram de vez, lançaram um EP e tocaram na América do Norte e na Europa. Depois disso fez uns shows solo e se mandou pra Alemanha "porque só lá as pessoas falam meu nome direito" como ele mesmo disse. Até 2010 sai o primeiro disco solo-solo dele, assinado como Walter Schreifels mesmo.

Agora que apresentei o cara, porque começar com o disco que menos pessoas conhecem, muitos não gostam e torcem o nariz? Bom, porque o disco é do caralho. Só por isso.




Run to Be Born (2004)

1. What's Your New Thing?
2. Aluminium
3. But You Know...Its True
4. Run To Be Born
5. Studio Space
6. Girls In The Field
7. The Animals
8. Audrey
9. What Does Your Heart Say?
10. Hands Up!
11. Mustang Ford
12. Calypso Slide
13. A Lot To Expect
14. Ok

baixe o disco aqui:
http://www.4shared.com/file/21923742/75ff9157/walking_concert_run_to_be_born.html

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these five words i swear to you

#3 Marisa Monte - Universo ao meu redor

Esse ano fui a um show da Marisa Monte na turnê "Universo ao meu redor". Conheci o álbum no fim do ano passado, junto com "Infinito Particular" e me apaixonei pelos dois, que foram lançados simultanemanete e fizeram o maior sucesso, apesar disso, ou devido à isso, não sei. O preferido é "Universo ao meu redor". Será que Marisa Monte tava apaixonada por ela mesma quando resolveu lançar tanto um quanto outro? Não sei, mas foi a sensação que conseguiu provocar em mim, especialmente com músicas como Universo ao meu redor, Meu canário, Três letrinhas e Satisfeito. Mas juro, gosto de todas as faixas, não pulo nenhuma, mas deixo no repeat a primeira quando bate uma certa melancolia. Porque tem música que a gente escuta porque quer ficar triste, mas Universo ao meu redor, foi feitinho pra deixar a gente alegre! Por isso eu indico para quem está precisando de um pouquinho de alegria.

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vetor

Social Distortion - Greatest Hits

.post inaugural, seria interessante que as pessoas vissem o profile pra alguns lances de como manter esse bangue organizado, postando mais ou menos com a idéia que eu tive de organização, mas sugestões são bem-vindas, se quiser fazer um layout mais radical (menos gótico haha ou não) estaremos aceitando e agradecendo o solícito... pq num aguento mais esses layouts do lj que sempre dão pau e enfim, provavelmente todo mundo vai ver os posts pela friends page, imagino, não acho que o layout vá influenciar tanto assim... mas qualquer coisa pode falar comigo mesmo ou com a marola (thebrainbox) ou com a tany (acidtraxx).

.social distortion acredito que dispense apresentações, caso seja necessário "Social Distortion é uma influente banda de punk rock, formada em 1978 pelo frontman Mike Ness. Eles são, junto com Minor Threat, Black Flag, Dead Kennedys, Bad Religion, e muitas outras, geralmente creditadas como as principais responsáveis pelo revival punk dos anos 80." (porcamente traduzido da página deles no Last.fm). Eles lançaram este cd este ano, e é coletânea greatest hits, como devem ter percebido haha vcs sabem como funcionam essas coletâneas... eu particularmente gostei bastante, mas ainda prefiro os cds normais, mas esse é bom pra conhecer a banda, se gostar vai atrás de mais coisas =) e também como é o último tem maiores chances de quem já conhece não ter esse ainda =) é isso, punk rock melódico bonzão
ps. a última música é a única inédita. e ring of fire(musga 6), na verdade é cover do joãozinho dinheiro¹ =)

Social Distortion - Greatest Hits

01 Another State of Mind
02 Mommy's Little Monster
03 Prison Bound
04 Story of My Life
05 Ball and Chain
06 Ring of Fire
07 Bad Luck
08 When the Angels Sing
09 I Was Wrong
10 Reach for the Sky
11 Far Behind

clique aqui para baixar.

¹johnny cash, ok?